Monday, September 04, 2006

Alternativa(s)

Isto mesmo, Guidinha,prepare os teus correlegionários para a derrota que aí vem, se o Dr. Alkatiri for indicado como candidato ao lugar de PM, caso a FRETILIN vença as próximas eleições.

Você tem de reconhecer que o Dr. Mari está muito gasto, não só face aos seus inimigos e adversários internos, mas também aos olhos do povo.

Reconheço ao Dr. Mari capacidade de decisão, de acção, nem sempre correcta, como tantas vezes aqui critiquei, mas é uma das pessoas com mais capacidade e dos mais úteis a Timor.
Mas é preciso que ele queira mais do que ser simplesmente "il capo", é preciso que perca os seus tiques ditatoriais, é preciso que aceite outro papel que não o de PM. É preciso que saiba melhor comunicar a sua mensagem, ter a sua volta pessoas capazes de lhe dizer NÃO, sem que ele veja nisso uma ameaça ao seu lugar. É preciso que ele forme uma equipa não só de confiança, mas também pessoas capazes em quem ele possa delegar poderes sem ter medo. Mas duvido. Vai querer agarrar-se ao lugar de PM e, com isso, acabar por derrotar a própria FRETILIN.

Visto de fora, de quem não se revê em nenhum partido em particular, honestamente, acho que a alternativa à FRETILIN-Maputo é a FRETILIN-CNRT, porque a oposição não existe, em termos políticos. Existem partidos de descontentes mas não verdadeiros partidos de oposição, responsáveis, credíveis para formar um governo alternativo.
Eles têm figuras comptentes mas não um grupo coeso e capaz de fazer face a FRETILIN, de forma responsável e fiável. Se uma boa parte das oposições se aliarem, têm tudo para vencer as próximas eleições.

Mas para isso, é preciso que saibam o que querem. Não podem de manhã dizerem que são aliados, a tarde o Eng.º Carrascalão diz uma coisa e a noite o Dr. Fernando diz o contrário, isto, para não falar já de pequenos partidos que possam ser úteis à esta plataforma alternativa.
Se se organizarem, criarem uma equipa, saberem trabalhar em equipa, arranjar um porta voz que fale em nome da aliança, apresentarem um projecto de governo, um programa com cabeça, tronco e membros, então podem ser uma alternativa fiável à FRETILIN. Caso contrário, não vão lá.

Mas o ideal para Timor, penso eu, deverá ser a formação de uma grande coligação nacional. É preciso que todods remem para o mesmo lado, caso contrário, os que estão excluídos, não se sentindo úteis, vão aproveitar todas as oportunidades de desestabilização para se tentarem afirmar. Isso é mau para todos.

Quero também esclarecer, aqui, uma coisa. O que quis dizer, no meu último texto é que, eu acho que a diabolização do Reinado é um mau princípio. Só serve para torná-lo importante, um herói, aos olhos dos seus apoiantes. Ora, isso não interessa a ninguém.

Sunday, September 03, 2006

Bere-Key

Bere-Key

Mais uma vez, nas nossas barbas, os australianos estão-nos a passar um atestado de incompetência.No entanto, o homem não deixa de dizer algumas verdades, (quero deixar bem pontuado a palavra algumas), embora custe a engolir, mas...Por mais interferências externas que houvesse, se os timorenses, (não é possível todos porque haverá sempre "ovelhas ranhosas") mas se um grande número se entenderem, o problema não se coloca.Está na hora de um encontro alargado dos líderes timorenses, todos sem exccepção, reunirem-se a fim de poderem encontrar uma solução para Timor.Os economistas têm uma expressão que é "escolher sob o véu da ignorância", isto é, as escolhas para fixação de regras, deverão ser feitas não em função do lugar que acreditamos ir ocupar, mas sim, independentemente do lugar que vamos encontrar. Vamo-nos sentir mais confortáveis e mais seguros, porque sabemos que quem vier a ganhar o lugar, não vai poder abusar dela. Questões políticas exigem soluções políticas. Não será a cacetada que se resolve.Também não será com constantes apontar de dedo à A, B ou C que se vai resolver o problema.Os líderes timorenses vão ter que engolir as suas arrogâncias, descer dos respectivos pedestais, sair dos seus redomas e encontrarem-se. Só assim é possível encontrar uma solução, justa, honesta e duradouro para Timor. Só assim, será possível o povo voltar a confiar neles.As pesoas têm de meter na cabeça que a paz faz-se com os nossos inimigos, com quem não gostamos, e não com os nossos amigos.As eleições serão muito importantes, mas não serão tudo.É preciso uma grande coligação para os primeiros anos em Timor, de forma a que todos possam estar engajados no desenvolvimento de Timor. De forma a criar um clima de confiança.A solução à inglesa de "The winners take it all", por enquanto, não serve para Timor.É preciso também que, os que forem para o governo, tenham ideias do que querem fazer, do que é que vão fazer, que objectivos, mensuráveis, fixaram, para saber se falharam ou não, se foi um fracasso ou não. Não se pode aceitar governantes apenas com ideias genéricas, sem rumo. Eles têm de ter objectivos concretos, planos, com prazos, com números. Só assim é possível fazer uma avaliação honesta, quer da parte deles próprios, quer da parte do povo, do que estão a fazer.Eles próprios ficarão a saber se é não preciso activar planos de contingências. Se têm ou não vocação para aquilo que estão a fazer, ou se é melhor dedicarem-se a outras actividades.

Tuesday, August 29, 2006

Dr. Alkatiri, 1.º Ministro e também o 1.º Responsável

O Dr. Alkatiri, como 1.º responsável político por Timor, não nos esqueçamos que ele ocupou o lugar de 1.º Ministro por largo período de tempo (durante uma boa parte da administração da ONU, como ministro-presidente, e mais tarde, com Timor já independente), é o responsável 1.º por tudo aquilo que se passa em Timor, nos últimos tempos.
Ele responsável por boas coisa, como o acordo sobre o petróleo, a vinda dos médicos cubanos, coisas que ninguém, mínimimante inteligente, sério ou de boa fé, as pode negar.
No entanto, também é responsável pelas coisas más, não em exclusivo, como é obvio, mas o principal, atendendo ao cargo que ocupava.
O responsável político último, em qualquer organização, é sempre o topo dessa organização, e o Dr. Alkatiri, não esqueçamos, era a cabeça do poder executivo, logo, também, o grande responsável político pelas coisas que correram mal.
Arranjou querelas estéreis com a Igreja, que só se explica pelo medo que tem da hierarquia católica e o seu peso junto do povo. A Igreja é a única e última força moral e independente de Timor.
Ignorou a oposição, que em abono da verdade, também se diga, é débil, desorganizada e desorientada, impedindo a construção de pontes para o futuro de Timor.
O despedimento de seis centenas de homens, treinados para a guerra, para matar, não devemos ter medo das palavras, não foi, políticamente, muito inteligente. O que é que se esperava? Que eles fossem para casa quietinhos? É obvio que não, aliás, como se viu. O próprio brigadeiro Taur Matan Ruak o definiu muito bem. Aquilo pode ter começado por ser um problema laboral, profissional, mas que evoluíu para um problema político. Quem tinha que encontrar a solução era o poder político, não a hierarquia militar.
No campo económico, pouco fez pelo desenvolvimento de Timor, com a teoria de obtusa de dívida zero.Um país sem infra-estruturas, espera-se que o Estado seja o primeiro investidor, o primeiro motor de arranque. Se não tem capital, deve-se recorrer aos empréstimos, de forma responsável, para financiar os projectos de investimento em bens de capital e buscar ajudas externas para os complementar.Não se pode esperar que ajudas externas resolvam tudo ou ficar a espera de acumulação de capital suficente, com os royalties do pertóleo, para se avançar com eventuais projectos de investimentos.
Rodeou-se de aventureiros irresponsáveis como comandante Rogério Lobato, o ministro das polícias que era o primeiro a estar contra as forças de autoridade. Um ministro, quando perde confiança nos seus subordinados, espera-se que os mude ou então, se não é capaz, que se demita ou seja demitido.
Ele, o seu ministro do interior e o ministro da justiça, não fizeram nada para combater a criminalidade de rua, as ocupações selvagens de propriedades, para não falar já dos crimes de colarinho branco, vulgo corrupção.Não fez nada para combater a corrupção, que é um cancro que mina, não só a economia, mas também as fundações de um Estado que se quer de Direito Democrático. A corrupção não é só falta de honra, não é apenas uma questão moral,de ética de valores, ou a prostituição de valores e de dignidade. É um custo artificial, incontrolado, que seobrecarrega os projectos de investimentos privados bem como torna os projectos públicos mais caros e ineficientes, porque não são os melhores que ganham, mas os desonestos, os indignos, os sem honra, os prostitutos.
O julgamento político tem de se recair sobre a governação do Dr. Mari. Pesoalmente não o conheço nem isso interessa para nada, agora como o "Ulun Boot" dos "Ulun Boot" do anterior governo, terá de ser julgado, políticamente. Mais uma vez, quero deixar bem pontuado, que nada de pessoal me move contra o senhor dr. Mari, mas não é uma questão de gostos pessoais, mas uma questão política.

Friday, August 25, 2006

PR

Li outra vez o discurso do PR, acredite, tirando a parte sobre a legitimidade da direcção da FRETILIN, que já uma vez aqui defendi que "sim, senhor", eles tem toda a legitimidade, de resto, subscrevo, na íntegra, tudo aquilo que o presidente disse.Ele está carregado de razão.São carradas de razão, paletes de razão, resmas de razão, toneladas de razão.Aquilo que você chama de intriga contra a FRETILIN, não é mais do que a tentativa de unir todos os timorenses em torno da luta, prover a reconciliação, reconhecer aos simpatizantes dos outros partidos e a personalidades independentes o direito a existirem também. Porque a ala com a qual simpatiza, é a ala dura da FRETILIN, dos saudosos tempos do "único e legítimo representante do povo timorense". Querem a hegemonia absoluta sobre Timor e sobre a sociedade timorense.A recusa de um governo de Unidade Nacional, no primeiro governo eleito democráticamente em Timor, não é mais do que um reflexo da tendência totalitária dessa FRETILIN.Não querem perceber que a democracia se faz também com oposição, activa e participativa.Preferem uma oposição silenciosa, sem iniciativas. Podem mandar uns "bitaites" no PN, mas niguém que se atreve a lhes ligar, porque se não é um traidor. Não querem que o povo seja alertado para erros de governação. Não querem que ninguém, de fora e sem melindres, aponte os erros da governação. É uma maçada.
Repito aquilo que já disse aqui, em intervenções anteriores, o ideal da democracia que a sua ala defende, é o modelo da antiga RDA ou da Indonésia de suharto. Haver uns partidos para enfeitar, para dar mais côr ao parlamento e mais nada. Acreitar em democracia, como o melhor sistema que serve os interesses dos cidadãos e da sociedade, promove-la, acarinha-la, não é nada convosco.Estou a ver que temos diferentes conceitos de Democracia.Para si, a democracia se resume a eleições e pouco mais.
O PR fala em corrupção. Tem alguma dúvida quanto a isso? Porque é que o governo do Dr. Mari nunca tomou medias de combate à corrupção? Com medidas simples, do tipo, os tituares de cargos públicos (membros do governo, do parlamento, funcionários públicos com cargos de responsabilidades ou de chefias), não podem negociar com familiares, devem fazer o registo de todos os bens que possuem e de rendimentos auferidos, de forma a facilitar a identificação dos corruptos. Possso enumerar dezenas de outras medidas.
Uma coisa é a divisão, natural, em classes, religiões, partidos... Outra coisa , por causa dessa divisão, fechar as pessoas em guetos, isolá-las, descriminar as pessoas dessas outras religiões, desses outros partidos. Prejudicar as pessoas, em função das suas opções, seja directamente, seja indirectamente, que aquele que é mais difícil de detectar.Problemas há os em qualquer país. Agora quando há problesmas, não é com perseguições e a paulada que se resolve. Tratam-se de problemas sociais graves, não são só puro banditismo. Para se educar um filho, não tem de ser feita a base de porrada.

Thursday, August 24, 2006

Desafios


O Sr. Presidente da República, chegou ao estado que chegou, muito graças a quem o rodeia e aqueles que mantém com ele, apenas relações institucionais.
As pessoa, com respponsabilidade, muitas vezes, preferem esquecer que, num país em construção, partido em cacos, após o período negro pós refrendo, a importância de um Preisdente supra partidário, que sirva de almofada, de amparo aos inevitáveis choques com a realidade, após o período de euforia. É junto do PR que as pessoas podem ir descarregar as suas mágoas, apresentar as suas queixas. É um escape as frustrações e desilusões.
Simplesmente, o governo do Dr. Mari e muitos membros da FRETILIN, nunca perdoaram o facto de Xanana se ter colocado acima das querelas partidárias, de querer ser, verdadeiramente, um símbolo da unidade nacional.
Bastou ver a constante afronta ao presidente Xanana nas duas únicas eleições que os Timorenses conheceram.
Xanana aparce, não aparece no comício da FRETILIN, depois de ter passado pelos comícios de outros partidos.
Na eleição presidencial, FRETILIN apoia ou não apoia a candidatura do comandante Xanana.

Eu penso aquilo que se passa hoje, tem muito haver, também, com a velha querela dos fretilinistas que integraram a CNRT e os que sempre desconfiaram da unidade nacional. Segundo me contaram, na altura do Congresso, realizado em Peniche, nos preparativos, foi uma delegação à Austrália verificar o andamento da preparação do Congresso, e já nessa altura, era bem visível o conflito que existia entre aquelas duas facções da FRETILIN. Havia os que aceditavam que não era a hora de divisionismos e havia a outra parte, que apostava na hegemonia clara e inequívoca da FRETILIN.
Hoje a divisão existente, é uma herança dessa velha divisão dentro da FRETILIN.

Aparece depois, personagens menores, a aproveitarem-se da situação, bem como a Austrália. Mas cabe a nós timorenses debatermos os nossos problemas, de olhos nos olhos, sem pré-condições, com confianaç recíproca, para podermos ultrapassar os nossos problemas.

Não podenos estar a viver sempre a sombra de paternalismo estrangeiro. Somos ou não somos um país independente? Somos ou não somos capazes de nos governar?
Quando se decidiu pela declaração da independência (para alguns ,restauração), estávamos ou não capazes de tomar conta dos nossos destinos?

É um grande erro crasso, esperar que Austrália vá cuidar de Timor e dos Timorense. Não devemos esquecer que no relacionamento entre países, existem interesses, não existem amizades. Se temos intereses em comum, óptimo, caso contrário, o mais forte vai querer impôr as suas regras.
Culpar a Austrália ou os jovens desempregados, não ajuda a resolver nada. Porque, em 1.º lugar, colocamo-nos a jeito, para que os australianos se possam aproveitar-se das nossas fraquezas e incapacidades.
Quanto aos jovens desocupados, o que é se poderia esperar? Será que não conhecem um ditado que diz "uma mente desocupada é a oficina do diabo"? Se a este ditado, juntarmos outro, que diz "uma maçã podre numa cesta, infecta as restantes", já se vê, qual será o resultado dessa combinação explosiva. Jovens desocupados, chefes de família sem o que colocar na mesa, potências regionais que se querem aproveitar-se da nossa desorganização e das nossas fraquezas,, só pode descamabr naquilo que se viu e que se vê.

Culpar fulano ou sicrano, também não ajuda. Que interessa saber se a culpa é do Horta, ou do Mari, ou do Xanana ou da hierárquia da Igreja.

Não é a 1.ª vez que isto acontece na nossa história. E não foi só no passado recente. Recomendo às pessoas a leitura atenta do Livro do Sr. Geoffrey C. Gunn, cujo titulo, em português, é "Timor Loro Sae - 500 anos" em Portugal editada pela Editora Livros do Oriente. Já nessa altura, tal como hoje, já havia disputas pelos despojos de Timor, na altura era o sândalo e hoje o petróleo. A situação geo-estratégica de Timor continua a ser tão importante em 75 como agora. Se antes havia o perigo vermelho, hoje há o perigo amarelo.

Interessa mais do que procurar culpados, procurar soluções para problemas concretos.

Já na altura também, o divisionismo timorense era bem patente e bem aproveitado. Os dirigentes à época tinham desculpas, Timor não era uma entidade única, estava dividido em feudos, cada qual com o seu Senhor, o régulo ou o rajá.
Hoje, Timor é uma Nação, é um todo, logo os governantes têm de pensar Timor como um todo, uno e indivisível. Além do mais, muitos dos actuais dirigentes são veteranos vindos de 74/75. Já nessa altura, o resultado do divisionismo foi a tragédia que se viu.

As pessoas querem soluções para os seus problemas, não governantes com constantes desculpas. Qureme ver resultados, querem efeiciência.

Uns nada têm, enquanto outros tudo têm, é claro que só pode resultar nisso.
Uma sociedade em que os ricos são cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres, não pode haver justiça. Não havendo justiça, ao menor faísca, a sociedade está pronta para explodir.

Dizem-me que antigamente, no tempo da outra senhora, a corrupção era em benefício do grupo, hoje, cada um come o seu e não olha para o lado. A corrupção é um mal a conbater activamente

Quanto à Igreja e o seu papel, eu defendo que a Igreja Católica, a hierárquia deve-se manter acima dos partidos e das querelas partidárias. A Igreja deve ser contrapoder, isto é, intervém sempre que é necessário, mas sobre problemas concretas, alertando os cristão dos perigos de decisões concretas ou apenas manifestar, através de notas pastorais, sobre problemas concretos.
Mas, também em abono da verdade, tem de se dizer que Dr. Mari foi comprar uma guerra desnecessária e cara com a Igreja Católica. Preocupar-se com aulas de religião e moral, nessa altura do campeonato, era escusado e perigoso. Haverá tempo para se preocupar e definir claramente o papel de cada uma das instituições. Se querem construir em Timor um Estado laico, não devem esquecer que a sociedade timorense é, na sua esmagadora maioria, católica. As decisões políticas, devem levar em consideração, esse aspecto.

Wednesday, August 23, 2006

Novos desafios

A hora não é de procurar culpados ou teorizar sobre a forma mais democrática de resolver as coisa.Não é momento para caça às bruxas. Primeiro é preciso repôr a ordem pública e confiança.Sem ordem pública e confiança, não se consegue o resto.Nem eleição, nem democracia, nem desenvolvimento, se pode fazer sem segurança, ordem, confiança dos cidadãos.
Não concordo nada com a afirmação de que já não existe uma causa comum pelo qual se pode lutar e congregar os timorenses. Temos a causa do desenvolvimento, onde a maioria dos países falham, por que não se entendem quanto ao modelo de desenvolvimento, não envolvem a sociedade, no seu todo, incluíndo os partidos da oposição no desafio.Porque quem vai investir, quer segurança, quer estruturas legais fiáves, que ter a certeza de que se mudar um governo, o novo não muda as grandes opções tomadas, não muda as regras ao meio do jogo...Convencer as pessoas de que as oportunidades fazem-na elas, não têm de depender só do governo ou de oportunidades de ir para o governo ou qualquer emprego na função pública para isso é preciso um discuros comum a maioria dos líderes, se não não é possível. É preciso desenvolver nas pessoas o espírito do empreendedorismo, de auto suficiência, de trabalho, de desafios as suas próprias capacidades..., e isto só se consegue com a envolvência de todos todos os timorenses. Quanto à Unidade Nacional, em qualquer país a sério, e acredito que Timor é e pretende ser um país a sério, nos momentos de grande crise, a primeira medida de qualquer governante responsável é envolver o maior número possível de partidos e políticos para enfrentar estes desafios.Neste momento Timor vive momentos de alta tensão. É daqueles momentos em que mais do que o que nos divide, é procura o que nos une, aquilo que pode ajudar à retoma rápida à normalidade.
Em 2001, a FRETILIN era evidentemente, o vencedor esperado. Com tanta campanha à favor da FRETILIN, efectuado pelos indonésios, durante a ocupação (Lembra-se ou conhece a expressão "Kamu orang FRETILIN"?) e a coerência de muitos FRETILINISTAS, reconhece-se, com a causa da independência, só,poderia pronunciar aquele resultado. Nesse momento e nos anos mais próximos, em circusntâncias normais, espera-se que a FRETILIN vá vencer todas as eleições, porque ela é, mal comparando, uma marca como a Coca Cola ou qualquer outro produto de consumo para massas. Até que povo começe a aprender a separar as águas, quem está á frente da FRETILIN, ganha as eleições, nem que seja o próprio Suharto, embora nada garanta que assim vá, forçosamente, acontecer. Porque em democracia, espera-se que os votos sejam voláteis, que algumas pessoas, em número suficiente para arranjar novas maiorias, mudem de opinião e votem noutro(s) partido(s).Se não houvesse mudanças de votos, naturais, bastava uma eleição e ponto final.Um exmeplo disso, ainda que sem eleições fectivas para o confirmar, segundo algumas pessoas, para mim credíveis, no início de 74/75, a UDT era o maior partido timorense, mas depois, a FRETILIN ultrapassou-o.
A democracia não passa só pelas eleições e pela existência de grupos parlamentares da oposição. A democracia não passa só pelo governo da maioria mas também pelo respeito às minorias. Ora isso só acontece, se as minorias, não só podem exprimir livremente as suas opiniões, mas também, não sintam que estão a ser perseguidos ou por e simplesmente ignorados.Os partidos de oposição não existem apenas para o enfeite, como acontecia no anos negros da "Nova Ordem Suharrtista" ou da antiga RDA. Os partidos da oposição também podem ajudar a governar melhor, com propostas sensatas e oportunas. Não pode a maioria ignorar essas eventuais propostas e, mais tarde, fazer uma "maquiagem" às mesmas e aprova-las como se fossem suas. A maioria tem de perceber que a democracia se faz com as oposições e com minorias, porque quem está na oposição, está mais livre para criticar ou apresntar propostas contra o governo do que os deputados do governo. Podem às vezes fazer propostas irresponsáveis ou não têm ponta por onde se lhe pegue, mas, regra geral, espera-se que a maioria dos deputados da oposição sejam pessoas sensatas e responsáveis. A Presidência da República, no nosso regime constitucional, é um órgão uninominal, não executivo.Não pode existir uma coligação de presidentes, mas ao nível do poder executivo pode existir uma coligação de partidos, que suportem o governo.

Bere-Key

Apesar de tantas vezes ter criticado a Margarida e as suas posições, agora não posso deixar de concordar com ela.

A FRETILIN tem um estatuto aprovado e que se encontra em vigor. O congresso, recentemente realizado, cumpriu escrupolosamente com os ditâmes dos estatutos. Este, o congresso, soberanamente, elegeu o pacote constituído pelo Sr. Francisco Lu`Olo e o Dr. Mari para a liderança do partido.

Ora, 515 delegados subscreveram a candidatura do Dr. Mari e do Sr. Francisco Lu`Olo, logo não custa acreditar que seriam eles os vencedores inequívocas do Congresso, atendendo ao número total de congressistas. Podemos admitir que, em 515 pessoas, haja um cobarde, um oportunista, pode até ser uma dúzia deles, mas não a maioria. Aquilo que não se pode aceitar, é que, cobardemente, pela porta do cavalo, votem contra as referidas candidaturas, depois de o terem, públicamente, subscrito. Para uma jovem democracia, estamos a começar muito mal. As pessoas não podem, públicamente, dizer uma coisa e, depois, pelas trazeiras, fazerem outra. Isto sim, está muito errado. Ou são homens e que assumam aquilo que fazem ou propõe ou são ratos, nesse caso, não devem merecer nem o respeito nem a confiança de ninguém. Nós não estamos mais sob a baioneta dos indonésios para termos que fazer as coisas pela calada. O congresso foi público, estiveram lá a imprensa, convidados. Ninguém pode alegar que estava sob coacção. As pessoas que querem assumir cargos públicos, responsabilidades públicas, devem ser coerentes e consequentes. Quem está descontente com as candidaturas, mormente com o do Dr. Mari, que é aquele que mais polémica levanta (parece que ele desenvolveu muitos anti corpos junta da sociedade timorense, alguns do mais primário que há, que é o preconceito e o racismo) nunca o deveriam ter apoiado ou subscrito a sua candidatura. Se ele estava empacotado com o Sr. Francisco Lu`Olo, as pessoas sabiam ao que íam. Não é aceitável que agora venham contestar o resultado do congresso quando, ainda recentemente, o tinham votado. Os delegados que estavam contra, ou se tinham manifestado ou se calem, até ao próximo congresso. Não há nada de novo ou de extraórdinário na FRETILIN ou na sua Direcção, para as pessoas virem agora pedir um congresso extraórdinario, ainda por cima, ao arrepio dos estatutos em vigor, logo são os aceiáveis para a maioria, ainda que, apenas tácitamente. Quem está contra o Dr. Mari, terá a oportundade de nas próximas eleições, esclarecer o povo sobre as consequência de votar na FRETILIN. Aí o povo, soberanamente, irá decidir se quer ou não, o Dr. Mari, de novo para o cargo de 1.º Ministro de Timor Leste, porque esta será o resultado de votarem na FRETILIN e se ela vencer as eleições.

Dixit

Delegados e Congresso

Apesar de tantas vezes criticar a Margarida e as suas posições, agora não posso deixar de concordar com ela.
A FRETILIN tem um estatuto aprovado e que se encontra em vigor. O congresso, recentemente realizado, cumpriu escrupolosamente com os ditâmes dos estatutos.
Este, soberanamente, elegeu o pacote constituído pelo Sr, Francisco Lu`Olo e o Dr. Mari para a liderança do partido.
Ora, 515 delegados subscreveram a candidatura do Dr. Mari e do Sr. Francisco Lu`Olo, logo não custa acreditar que seriam eles os vencedores inequívocas do Congresso.
Podemos admitir, que em 515 pessoas, haja um cobarde, um oportunista, pode até ser uma dúzia deles, mas não a maioria.
Aquilo que não se pode aceitar, é que, cobardemente, pela porta do cavalo, votem contra as referidas candidaturas, depois de o terem, públicamente, subscrito. Para uma jovem democracia, estamos a começar muito mal. As pessoas não podem, públicamente, dizer uma coisa e, depois, pelas trazeiras, fazerem outra. Isto sim, está muito errado. Ou são homens e que assumam aquilo que fazem ou propõe ou são ratos, nesse caso, não devem merecer nem o respeito nem a confiança de ninguém. Nós não estamos mais sob a baioneta dos indonésios para termos que fazer as coisas pela calada. O congresso foi público, estiveram lá a imprensa, convidados. Ninguém pode alegar que estava sob coacção. As pessoas que querem assumir cargos públicos, responsabilidades públicas, devem ser coerentes e consequentes.
Quem está descontente com as candidaturas, mormente com o do Dr. Mari, que é aquele que mais polémica levanta (parece que ele desenvolveu muitos anti corpos junta da sociedade timorense, alguns do mais primário que há, que é o preconceito e o racismo) nunca o deveriam ter apoiado ou subscrito a sua candidatura.
Se ele estava empacotado com o Sr. Francisco Lu`Olo, as pessoas sabiam ao que íam. Não é aceitável que agora venham contestar o resultado do congresso quando, ainda recentemente, o tinham votado.
Os delegados que estavam contra, ou se tinham manifestado ou se calem, até ao próximo congresso.
Não há nada de novo ou de extraórdinário na FRETILIN ou na sua Direcção, para as pessoas virem agora pedir um congresso extraórdinario, ainda por cima, ao arrepio dos estatutos em vigor, logo são os aceiáveis para a maioria, ainda que, apenas tácitamente.
Quem está contra o Dr. Mari, terá a oportundade de nas próximas eleições, esclarecer o povo sobre as consequência de votar na FRETILIN. Aí o povo, soberanamente, irá decidir que quer ou não, Dr. Mari de novo para o cargo de 1.º Ministro de Timor Leste, porque esta será o resultado de votarem na FRETILIN e se ela vencer as eleições.
Dixit

Delegados e Congresso

Apesar de tantas vezes criticar a Margarida e as suas posições, agora não posso deixar de concordar com ela.
A FRETILIN tem um estatuto aprovado e que se encontra em vigor. O congresso, recentemente realizado, cumpriu escrupolosamente com os ditâmes dos estatutos.
Este, soberanamente, elegeu o pacote constituído pelo Sr, Francisco Lu`Olo e o Dr. Mari para a liderança do partido.
Ora, 515 delegados subscreveram a candidatura do Dr. Mari e do Sr. Francisco Lu`Olo, logo não custa acreditar que seriam eles os vencedores inequívocas do Congresso.
Aquilo que não se pode aceitar, é que, cobardemente, pela porta do cavalo, votem contra as referidas candidaturas, depois de o terem, públicamente, subscrito. Para uma jovem democracia, estamos a começar muito mal. As pessoas não podem, públicamente, dizer uma coisa e, depois, pelas trazeiras, fazerem outra. Isto sim, está muito errado. Ou são homens e que assumam aquilo que fazem ou propõe ou são ratos, nesse caso, não devem merecer nem o respeito nem a confiança de ninguém. Nós não estamos mais sob a baioneta dos indonésios para termos que fazer as coisas pela calada. O congresso foi público, estiveram lá a imprensa, convidados. Ninguém pode alegar que estava sob coacção. As pessoas que querem assumir cargos públicos, responsabilidades públicas, devem ser coerentes e consequentes.
Quem está descontente com as candidaturas, mormente com o do Dr. Mari, que é aquele que mais polémica levanta (parece que ele desenvolveu muitos anti corpos junta da sociedade timorense, alguns do mais primário que há, que é o preconceito e o racismo) nunca o deveriam ter apoiado ou subscrito a sua candidatura.
Se ele estava empacotado com o Sr. Francisco Lu`Olo, as pessoas sabiam ao que íam. Não é aceitável que agora venham contestar o resultado do congresso quando, ainda recentemente, o tinham votado.
Os delegados que estavam contra, ou se tinham manifestado ou se calem, até ao próximo congresso.
Não há nada de novo ou de extraórdinário na FRETILIN ou na sua Direcção, para as pessoas virem agora pedir um congresso extraórdinario, ainda por cima, ao arrepio dos estatutos em vigor, logo são os aceiáveis para a maioria, ainda que, apenas tácitamente.
Quem está contra o Dr. Mari, terá a oportundade de nas próximas eleições, esclarecer o povo sobre as consequência de votar na FRETILIN. Aí o povo, soberanamente, irá decidir que quer ou não, Dr. Mari de novo para o cargo de 1.º Ministro de Timor Leste, porque esta será o resultado de votarem na FRETILIN e se ela vencer as eleições.
Dixit

Tuesday, August 22, 2006

Momento da verdade

Continuam os problemas da insegurança em Timor, conforme as notíciasque vão chegando. Já ninguém respeita ninguém. Estão a ser atacados, não só timorenses, como tem sido habitual, mas também as forças internacionais, que tem sido o último recurso, aúltima esperança de alguma segurança.
Os líderes não se mostram a altura do momento. Os jovens, desesperados, sem futuro, sem esperança, encostados a cada esquina, estão prontos a vender os seus préstimos a qualquer punhado de dólares ou rupias ou a qualquer prato de lentilha. Aqueles que têm na sua génese espírito hooligans, têm o terreno lavrado para semearem terror, ódio, violência.
Quem pode parar tudo isso são os políticos, mas não se mostram estar a altura do momento. Não são capazes de deixar de lado as habituais tricas, os seus ódiozinhos pessoais, os seus acertos de contas, as suas vingançazinhas. estão fechados nos seus castelos de ambição, do eu em primeiro lugar. Não são capazes de parar para pensar, de ver o caminho que estão trilhando, que levará inevitalmente a um pesadelo para todos.
A violência está outra vez em crescendo, mas os chefes políticos não querem saber disso para nada. Estão seguros, têm guarda-costas, logo não lhes interessa o destino do seu povo, interessa sim o poder, o poder a todo custo. A lógica tem sido do "Eu ou o Caos". Continuam dispostos a praticar a política de terra queimada, destruir tudo, na vã esperança de que o que sobrar vai-lhes cair no regaço.
Será que não conseguem penasr no povo simples, reféns de boatos, de violência dos bandos que estão ficando descontrolados?
Será que não conseguem pensar nos jovens sem futuro, sem esperança, encostados nas esquinas, dispostos a tudo por uma prato na mesa, por algo que possam mastigar e enganar a fome?
Será que não conseguem pensar nas mais de duas centenas de milhar que tombaram por um Timor Independente?
Será que não percebem que estão a trair milhares de timorenses que tem neles os seus líderes, os seus "Ulun Boot"?
Será que não percebem que estão a trair milhões de pessoas, que em todo mundo, solidarizaram conosco?
Faço um apelo aos políticos, aos líderes políticos, desçam dos vossos castelos de arrogância, de poder pelo poder, de sobrençaria, sentem-se a mesma mesa (uma mesa redonda, sem cabeceiras) e entendam-se de uma vez por todas, pelo mínimo de segurança, de paz, para bem de todos, inclusive o vosso próprio bem.