Tuesday, August 22, 2006

Momento da verdade

Continuam os problemas da insegurança em Timor, conforme as notíciasque vão chegando. Já ninguém respeita ninguém. Estão a ser atacados, não só timorenses, como tem sido habitual, mas também as forças internacionais, que tem sido o último recurso, aúltima esperança de alguma segurança.
Os líderes não se mostram a altura do momento. Os jovens, desesperados, sem futuro, sem esperança, encostados a cada esquina, estão prontos a vender os seus préstimos a qualquer punhado de dólares ou rupias ou a qualquer prato de lentilha. Aqueles que têm na sua génese espírito hooligans, têm o terreno lavrado para semearem terror, ódio, violência.
Quem pode parar tudo isso são os políticos, mas não se mostram estar a altura do momento. Não são capazes de deixar de lado as habituais tricas, os seus ódiozinhos pessoais, os seus acertos de contas, as suas vingançazinhas. estão fechados nos seus castelos de ambição, do eu em primeiro lugar. Não são capazes de parar para pensar, de ver o caminho que estão trilhando, que levará inevitalmente a um pesadelo para todos.
A violência está outra vez em crescendo, mas os chefes políticos não querem saber disso para nada. Estão seguros, têm guarda-costas, logo não lhes interessa o destino do seu povo, interessa sim o poder, o poder a todo custo. A lógica tem sido do "Eu ou o Caos". Continuam dispostos a praticar a política de terra queimada, destruir tudo, na vã esperança de que o que sobrar vai-lhes cair no regaço.
Será que não conseguem penasr no povo simples, reféns de boatos, de violência dos bandos que estão ficando descontrolados?
Será que não conseguem pensar nos jovens sem futuro, sem esperança, encostados nas esquinas, dispostos a tudo por uma prato na mesa, por algo que possam mastigar e enganar a fome?
Será que não conseguem pensar nas mais de duas centenas de milhar que tombaram por um Timor Independente?
Será que não percebem que estão a trair milhares de timorenses que tem neles os seus líderes, os seus "Ulun Boot"?
Será que não percebem que estão a trair milhões de pessoas, que em todo mundo, solidarizaram conosco?
Faço um apelo aos políticos, aos líderes políticos, desçam dos vossos castelos de arrogância, de poder pelo poder, de sobrençaria, sentem-se a mesma mesa (uma mesa redonda, sem cabeceiras) e entendam-se de uma vez por todas, pelo mínimo de segurança, de paz, para bem de todos, inclusive o vosso próprio bem.

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