Friday, August 25, 2006

PR

Li outra vez o discurso do PR, acredite, tirando a parte sobre a legitimidade da direcção da FRETILIN, que já uma vez aqui defendi que "sim, senhor", eles tem toda a legitimidade, de resto, subscrevo, na íntegra, tudo aquilo que o presidente disse.Ele está carregado de razão.São carradas de razão, paletes de razão, resmas de razão, toneladas de razão.Aquilo que você chama de intriga contra a FRETILIN, não é mais do que a tentativa de unir todos os timorenses em torno da luta, prover a reconciliação, reconhecer aos simpatizantes dos outros partidos e a personalidades independentes o direito a existirem também. Porque a ala com a qual simpatiza, é a ala dura da FRETILIN, dos saudosos tempos do "único e legítimo representante do povo timorense". Querem a hegemonia absoluta sobre Timor e sobre a sociedade timorense.A recusa de um governo de Unidade Nacional, no primeiro governo eleito democráticamente em Timor, não é mais do que um reflexo da tendência totalitária dessa FRETILIN.Não querem perceber que a democracia se faz também com oposição, activa e participativa.Preferem uma oposição silenciosa, sem iniciativas. Podem mandar uns "bitaites" no PN, mas niguém que se atreve a lhes ligar, porque se não é um traidor. Não querem que o povo seja alertado para erros de governação. Não querem que ninguém, de fora e sem melindres, aponte os erros da governação. É uma maçada.
Repito aquilo que já disse aqui, em intervenções anteriores, o ideal da democracia que a sua ala defende, é o modelo da antiga RDA ou da Indonésia de suharto. Haver uns partidos para enfeitar, para dar mais côr ao parlamento e mais nada. Acreitar em democracia, como o melhor sistema que serve os interesses dos cidadãos e da sociedade, promove-la, acarinha-la, não é nada convosco.Estou a ver que temos diferentes conceitos de Democracia.Para si, a democracia se resume a eleições e pouco mais.
O PR fala em corrupção. Tem alguma dúvida quanto a isso? Porque é que o governo do Dr. Mari nunca tomou medias de combate à corrupção? Com medidas simples, do tipo, os tituares de cargos públicos (membros do governo, do parlamento, funcionários públicos com cargos de responsabilidades ou de chefias), não podem negociar com familiares, devem fazer o registo de todos os bens que possuem e de rendimentos auferidos, de forma a facilitar a identificação dos corruptos. Possso enumerar dezenas de outras medidas.
Uma coisa é a divisão, natural, em classes, religiões, partidos... Outra coisa , por causa dessa divisão, fechar as pessoas em guetos, isolá-las, descriminar as pessoas dessas outras religiões, desses outros partidos. Prejudicar as pessoas, em função das suas opções, seja directamente, seja indirectamente, que aquele que é mais difícil de detectar.Problemas há os em qualquer país. Agora quando há problesmas, não é com perseguições e a paulada que se resolve. Tratam-se de problemas sociais graves, não são só puro banditismo. Para se educar um filho, não tem de ser feita a base de porrada.

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