Dr. Alkatiri, 1.º Ministro e também o 1.º Responsável
Ele responsável por boas coisa, como o acordo sobre o petróleo, a vinda dos médicos cubanos, coisas que ninguém, mínimimante inteligente, sério ou de boa fé, as pode negar.
No entanto, também é responsável pelas coisas más, não em exclusivo, como é obvio, mas o principal, atendendo ao cargo que ocupava.
O responsável político último, em qualquer organização, é sempre o topo dessa organização, e o Dr. Alkatiri, não esqueçamos, era a cabeça do poder executivo, logo, também, o grande responsável político pelas coisas que correram mal.
Arranjou querelas estéreis com a Igreja, que só se explica pelo medo que tem da hierarquia católica e o seu peso junto do povo. A Igreja é a única e última força moral e independente de Timor.
Ignorou a oposição, que em abono da verdade, também se diga, é débil, desorganizada e desorientada, impedindo a construção de pontes para o futuro de Timor.
O despedimento de seis centenas de homens, treinados para a guerra, para matar, não devemos ter medo das palavras, não foi, políticamente, muito inteligente. O que é que se esperava? Que eles fossem para casa quietinhos? É obvio que não, aliás, como se viu. O próprio brigadeiro Taur Matan Ruak o definiu muito bem. Aquilo pode ter começado por ser um problema laboral, profissional, mas que evoluíu para um problema político. Quem tinha que encontrar a solução era o poder político, não a hierarquia militar.
No campo económico, pouco fez pelo desenvolvimento de Timor, com a teoria de obtusa de dívida zero.Um país sem infra-estruturas, espera-se que o Estado seja o primeiro investidor, o primeiro motor de arranque. Se não tem capital, deve-se recorrer aos empréstimos, de forma responsável, para financiar os projectos de investimento em bens de capital e buscar ajudas externas para os complementar.Não se pode esperar que ajudas externas resolvam tudo ou ficar a espera de acumulação de capital suficente, com os royalties do pertóleo, para se avançar com eventuais projectos de investimentos.
Rodeou-se de aventureiros irresponsáveis como comandante Rogério Lobato, o ministro das polícias que era o primeiro a estar contra as forças de autoridade. Um ministro, quando perde confiança nos seus subordinados, espera-se que os mude ou então, se não é capaz, que se demita ou seja demitido.
Ele, o seu ministro do interior e o ministro da justiça, não fizeram nada para combater a criminalidade de rua, as ocupações selvagens de propriedades, para não falar já dos crimes de colarinho branco, vulgo corrupção.Não fez nada para combater a corrupção, que é um cancro que mina, não só a economia, mas também as fundações de um Estado que se quer de Direito Democrático. A corrupção não é só falta de honra, não é apenas uma questão moral,de ética de valores, ou a prostituição de valores e de dignidade. É um custo artificial, incontrolado, que seobrecarrega os projectos de investimentos privados bem como torna os projectos públicos mais caros e ineficientes, porque não são os melhores que ganham, mas os desonestos, os indignos, os sem honra, os prostitutos.
O julgamento político tem de se recair sobre a governação do Dr. Mari. Pesoalmente não o conheço nem isso interessa para nada, agora como o "Ulun Boot" dos "Ulun Boot" do anterior governo, terá de ser julgado, políticamente. Mais uma vez, quero deixar bem pontuado, que nada de pessoal me move contra o senhor dr. Mari, mas não é uma questão de gostos pessoais, mas uma questão política.
