Monday, September 04, 2006

Alternativa(s)

Isto mesmo, Guidinha,prepare os teus correlegionários para a derrota que aí vem, se o Dr. Alkatiri for indicado como candidato ao lugar de PM, caso a FRETILIN vença as próximas eleições.

Você tem de reconhecer que o Dr. Mari está muito gasto, não só face aos seus inimigos e adversários internos, mas também aos olhos do povo.

Reconheço ao Dr. Mari capacidade de decisão, de acção, nem sempre correcta, como tantas vezes aqui critiquei, mas é uma das pessoas com mais capacidade e dos mais úteis a Timor.
Mas é preciso que ele queira mais do que ser simplesmente "il capo", é preciso que perca os seus tiques ditatoriais, é preciso que aceite outro papel que não o de PM. É preciso que saiba melhor comunicar a sua mensagem, ter a sua volta pessoas capazes de lhe dizer NÃO, sem que ele veja nisso uma ameaça ao seu lugar. É preciso que ele forme uma equipa não só de confiança, mas também pessoas capazes em quem ele possa delegar poderes sem ter medo. Mas duvido. Vai querer agarrar-se ao lugar de PM e, com isso, acabar por derrotar a própria FRETILIN.

Visto de fora, de quem não se revê em nenhum partido em particular, honestamente, acho que a alternativa à FRETILIN-Maputo é a FRETILIN-CNRT, porque a oposição não existe, em termos políticos. Existem partidos de descontentes mas não verdadeiros partidos de oposição, responsáveis, credíveis para formar um governo alternativo.
Eles têm figuras comptentes mas não um grupo coeso e capaz de fazer face a FRETILIN, de forma responsável e fiável. Se uma boa parte das oposições se aliarem, têm tudo para vencer as próximas eleições.

Mas para isso, é preciso que saibam o que querem. Não podem de manhã dizerem que são aliados, a tarde o Eng.º Carrascalão diz uma coisa e a noite o Dr. Fernando diz o contrário, isto, para não falar já de pequenos partidos que possam ser úteis à esta plataforma alternativa.
Se se organizarem, criarem uma equipa, saberem trabalhar em equipa, arranjar um porta voz que fale em nome da aliança, apresentarem um projecto de governo, um programa com cabeça, tronco e membros, então podem ser uma alternativa fiável à FRETILIN. Caso contrário, não vão lá.

Mas o ideal para Timor, penso eu, deverá ser a formação de uma grande coligação nacional. É preciso que todods remem para o mesmo lado, caso contrário, os que estão excluídos, não se sentindo úteis, vão aproveitar todas as oportunidades de desestabilização para se tentarem afirmar. Isso é mau para todos.

Quero também esclarecer, aqui, uma coisa. O que quis dizer, no meu último texto é que, eu acho que a diabolização do Reinado é um mau princípio. Só serve para torná-lo importante, um herói, aos olhos dos seus apoiantes. Ora, isso não interessa a ninguém.

Sunday, September 03, 2006

Bere-Key

Bere-Key

Mais uma vez, nas nossas barbas, os australianos estão-nos a passar um atestado de incompetência.No entanto, o homem não deixa de dizer algumas verdades, (quero deixar bem pontuado a palavra algumas), embora custe a engolir, mas...Por mais interferências externas que houvesse, se os timorenses, (não é possível todos porque haverá sempre "ovelhas ranhosas") mas se um grande número se entenderem, o problema não se coloca.Está na hora de um encontro alargado dos líderes timorenses, todos sem exccepção, reunirem-se a fim de poderem encontrar uma solução para Timor.Os economistas têm uma expressão que é "escolher sob o véu da ignorância", isto é, as escolhas para fixação de regras, deverão ser feitas não em função do lugar que acreditamos ir ocupar, mas sim, independentemente do lugar que vamos encontrar. Vamo-nos sentir mais confortáveis e mais seguros, porque sabemos que quem vier a ganhar o lugar, não vai poder abusar dela. Questões políticas exigem soluções políticas. Não será a cacetada que se resolve.Também não será com constantes apontar de dedo à A, B ou C que se vai resolver o problema.Os líderes timorenses vão ter que engolir as suas arrogâncias, descer dos respectivos pedestais, sair dos seus redomas e encontrarem-se. Só assim é possível encontrar uma solução, justa, honesta e duradouro para Timor. Só assim, será possível o povo voltar a confiar neles.As pesoas têm de meter na cabeça que a paz faz-se com os nossos inimigos, com quem não gostamos, e não com os nossos amigos.As eleições serão muito importantes, mas não serão tudo.É preciso uma grande coligação para os primeiros anos em Timor, de forma a que todos possam estar engajados no desenvolvimento de Timor. De forma a criar um clima de confiança.A solução à inglesa de "The winners take it all", por enquanto, não serve para Timor.É preciso também que, os que forem para o governo, tenham ideias do que querem fazer, do que é que vão fazer, que objectivos, mensuráveis, fixaram, para saber se falharam ou não, se foi um fracasso ou não. Não se pode aceitar governantes apenas com ideias genéricas, sem rumo. Eles têm de ter objectivos concretos, planos, com prazos, com números. Só assim é possível fazer uma avaliação honesta, quer da parte deles próprios, quer da parte do povo, do que estão a fazer.Eles próprios ficarão a saber se é não preciso activar planos de contingências. Se têm ou não vocação para aquilo que estão a fazer, ou se é melhor dedicarem-se a outras actividades.