Sunday, September 03, 2006

Bere-Key

Bere-Key

Mais uma vez, nas nossas barbas, os australianos estão-nos a passar um atestado de incompetência.No entanto, o homem não deixa de dizer algumas verdades, (quero deixar bem pontuado a palavra algumas), embora custe a engolir, mas...Por mais interferências externas que houvesse, se os timorenses, (não é possível todos porque haverá sempre "ovelhas ranhosas") mas se um grande número se entenderem, o problema não se coloca.Está na hora de um encontro alargado dos líderes timorenses, todos sem exccepção, reunirem-se a fim de poderem encontrar uma solução para Timor.Os economistas têm uma expressão que é "escolher sob o véu da ignorância", isto é, as escolhas para fixação de regras, deverão ser feitas não em função do lugar que acreditamos ir ocupar, mas sim, independentemente do lugar que vamos encontrar. Vamo-nos sentir mais confortáveis e mais seguros, porque sabemos que quem vier a ganhar o lugar, não vai poder abusar dela. Questões políticas exigem soluções políticas. Não será a cacetada que se resolve.Também não será com constantes apontar de dedo à A, B ou C que se vai resolver o problema.Os líderes timorenses vão ter que engolir as suas arrogâncias, descer dos respectivos pedestais, sair dos seus redomas e encontrarem-se. Só assim é possível encontrar uma solução, justa, honesta e duradouro para Timor. Só assim, será possível o povo voltar a confiar neles.As pesoas têm de meter na cabeça que a paz faz-se com os nossos inimigos, com quem não gostamos, e não com os nossos amigos.As eleições serão muito importantes, mas não serão tudo.É preciso uma grande coligação para os primeiros anos em Timor, de forma a que todos possam estar engajados no desenvolvimento de Timor. De forma a criar um clima de confiança.A solução à inglesa de "The winners take it all", por enquanto, não serve para Timor.É preciso também que, os que forem para o governo, tenham ideias do que querem fazer, do que é que vão fazer, que objectivos, mensuráveis, fixaram, para saber se falharam ou não, se foi um fracasso ou não. Não se pode aceitar governantes apenas com ideias genéricas, sem rumo. Eles têm de ter objectivos concretos, planos, com prazos, com números. Só assim é possível fazer uma avaliação honesta, quer da parte deles próprios, quer da parte do povo, do que estão a fazer.Eles próprios ficarão a saber se é não preciso activar planos de contingências. Se têm ou não vocação para aquilo que estão a fazer, ou se é melhor dedicarem-se a outras actividades.

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